Os pensamentos que a mente já não mais suporta ter são passados adiante para que alguém mais possa ver que a loucura não pertence há uma só pessoa...
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Uma Estranha Última Vez
Era como se fosse um adeus definitivo, algo sem volta e que deixaria marcas eternas no peito. a estranha sensação de perda e o gosto amargo da boca, apenas aliviado pelo doce sabor da bala que agora comia. conter a emoção era tudo o que sabia fazer, pois as palavras certas nunca saiam de minha boca na hora que deveriam. sempre tivera ficado feito idiota sem saber me expressar corretamente e como gostaria. Bem, talvez todos tenham um pouco disso no peito, a final falar o que realmente passa pelo peito não é uma tarefa fácil. o tempo f oi.me deixando e cada vez mais os nervos ficavam a flor da pele
terça-feira, 13 de setembro de 2011
The King of Montain
The King of Montain
The end has begun
Das loucuras de uma mente solitária retirasse a vida que ainda sopra por entre os pensamentos e deixa-se perecer o corpo pesado e imóvel. Todos os dias que viveu se foram pelas águas que descem serra abaixo, correndo e correndo, ligeiras e frias como um dia ele fora. O rei se foi e de seu império apenas sobraram os escombros do que ele construiu com as próprias mãos. Em cada pedra levantada tinha a benção do sangue do rei, e assim a cidade era sua, ele era ela e estava tudo vivo, tudo junto e unido. Entretanto o inverno havia de chegar e assim as rajadas de neve vindas da Sibéria puzeram toda aquela fé em teste. Não tardou para que o frio culminasse os lares dos cidadãos, pois nem o fogo tinha mais calor para aquecer as peles enrijecidas pelo gelo. Era como se o Império todo recaísse sobre uma maldição, fazendo com que os homens não pudessem mais ter a água que antes o abundava, uma vez que os lagos tornaram-se imensas pistas de gelo liso. Um gelo tão lindo e limpo que refletia a imagem dos que chegassem perto e por vezes notara-se dois Sóis no horizonte vermelho.
Tanto fogo e calor havia para além daquela terra, mas ali nada penetrava se não o frio que vinha do norte. Implacável, temível e mortal. O rei via seu povo morrer dia após dia e perecia sua maior criação sem que nem ao menos ele pudesse agir. Conseguia sentir que aos poucos ele também morria, mas não poderia simplesmente deixar para trás o que conquistara com seu esforço e suor, nem mesmo ele podia ser tão cruel. Devia ele ter de permanecer ali até o último de seus dias, o rei da montanha não poderia jamais deixar seu castelo. Ele não pode perder para o frio, para o infernal inverno! Jamais! Sua honra seria manchada na história e relembrada até o fim dos tempos. Seu castelo em gelo fora tomado, o frio era um inimigo que não tinha piedade e que nem o fogo conseguia enfrentar. Seu exercito se foi para terras quentes e até sua Guarda Real havia congelado. O reino pairava em silêncio e seus mortos jaziam em gelo, apenas o rei vivia, sentado em seu trono à espera de seu carrasco. Eis que passos surgem no salão cobertos pela névoa gelada que circundava o Império todo. Subia pelos degraus em passos curtos e silenciosos uma mulher alta vestida de azul e branco... Adentrava a sala do trono, a Rainha do Gelo...
The end has begun
Das loucuras de uma mente solitária retirasse a vida que ainda sopra por entre os pensamentos e deixa-se perecer o corpo pesado e imóvel. Todos os dias que viveu se foram pelas águas que descem serra abaixo, correndo e correndo, ligeiras e frias como um dia ele fora. O rei se foi e de seu império apenas sobraram os escombros do que ele construiu com as próprias mãos. Em cada pedra levantada tinha a benção do sangue do rei, e assim a cidade era sua, ele era ela e estava tudo vivo, tudo junto e unido. Entretanto o inverno havia de chegar e assim as rajadas de neve vindas da Sibéria puzeram toda aquela fé em teste. Não tardou para que o frio culminasse os lares dos cidadãos, pois nem o fogo tinha mais calor para aquecer as peles enrijecidas pelo gelo. Era como se o Império todo recaísse sobre uma maldição, fazendo com que os homens não pudessem mais ter a água que antes o abundava, uma vez que os lagos tornaram-se imensas pistas de gelo liso. Um gelo tão lindo e limpo que refletia a imagem dos que chegassem perto e por vezes notara-se dois Sóis no horizonte vermelho.
Tanto fogo e calor havia para além daquela terra, mas ali nada penetrava se não o frio que vinha do norte. Implacável, temível e mortal. O rei via seu povo morrer dia após dia e perecia sua maior criação sem que nem ao menos ele pudesse agir. Conseguia sentir que aos poucos ele também morria, mas não poderia simplesmente deixar para trás o que conquistara com seu esforço e suor, nem mesmo ele podia ser tão cruel. Devia ele ter de permanecer ali até o último de seus dias, o rei da montanha não poderia jamais deixar seu castelo. Ele não pode perder para o frio, para o infernal inverno! Jamais! Sua honra seria manchada na história e relembrada até o fim dos tempos. Seu castelo em gelo fora tomado, o frio era um inimigo que não tinha piedade e que nem o fogo conseguia enfrentar. Seu exercito se foi para terras quentes e até sua Guarda Real havia congelado. O reino pairava em silêncio e seus mortos jaziam em gelo, apenas o rei vivia, sentado em seu trono à espera de seu carrasco. Eis que passos surgem no salão cobertos pela névoa gelada que circundava o Império todo. Subia pelos degraus em passos curtos e silenciosos uma mulher alta vestida de azul e branco... Adentrava a sala do trono, a Rainha do Gelo...
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
A Um Bom Amigo, Uma Homenagem
O Despertar de Uma Estrela
Parte 1
Era uma noite como outra qualquer, o céu, as estrelas, a lua e o vento do inverno. Tudo como sempre foi, tudo como sempre esteve. Ou pelo menos era assim que ele lembrava que era: tudo pacato, tudo sempre igual e as mesmas pessoas que por vezes se alternavam, trocando seus rostos e gostos, mas no fundo todas elas possuíam a mesma essência.
Pela janela de seu quarto entrava a luz do luar que criava desenhos abstratos nas paredes brancas e no teto. O movimento das árvores dava vida a suas sombras e o ritmo lento do assovio do vento fazia com que a cena tivesse até trilha sonora. Já passava longe das vinte e três horas e amanhã ele teria que ir até a igreja, a final os últimos dias tinham lhe tirado toda a vitalidade e isso só poderia recuperar em pleno silêncio, orando para seu Senhor. Ainda mais que tivera digo a ela que iria encontrá-la para que saíssem depois, ou seja, teria mesmo que acordar cedo no sábado. Entretanto o medo penetrava-lhe o esqueleto ao lembrar do sonho que acabara de ter. Ele segurava uma espada grande e pesada com adornos prateados e pequenos cristais azul turquesa, o sangue escorria pela lâmina em um vermelho escarlate que exalava um odor forte de ferro. Aquele não era ele, não podia ser! Jamais iria brandir uma espada contra alguém! Quem dirá ferir alguém para sangrar tanto! Ao seu redor a escuridão o dominava e lentamente seus olhos começavam a enxergar o lugar onde estava. Embora as lembranças do sonho fossem embaçadas e difíceis de recordar, a sensação de aflição agora permeava no peito tal como no sonho. Seus olhos se voltavam para o teto do lugar e as pinturas dos anjos lutando contra os demônios do Inferno pulavam para cima dele como se estivessem vivas de tão amedrontadoras. Seu corpo tremia e suava frio com o desespero de não entender nada. Ele fechou os olhos para tentar lembrar-se mais daquele pesadelo e sem querer acabou por adormecer por alguns segundos... Agora estava dentro de seu sonho, vivenciava-o mais uma vez, embora pensasse que eram apenas lembranças. Dessa vez reconheceu os bancos da Igreja; alguns estavam estilhaçados, outros quebrados e jogados para os cantos do salão como se tivessem sido arremeçados por algo ou alguém muito forte. Mas os que lhe chamavam a atenção eram os mais próximos dele, pois esses estavam cobertos de sangue e o cheiro de ferro ardia forte em seu nariz. Ao olhar para o chão ao lado do banco seus olhos esbranquiçaram, a espada bateu forte no chão e o som do metal cortou o silêncio como uma foice rasga o ar. Não podia acreditar, não podia continuar olhando para aquilo, ele não podia, não! Simplesmente NÃO!
O garoto acorda com um grito que ecoou na noite e tocou seus ouvidos com a clareza de como tivesse sido proferido ao seu lado: Elioooooot!! Em algum lugar essa voz feminina chamava por ele...
Parte 1
Era uma noite como outra qualquer, o céu, as estrelas, a lua e o vento do inverno. Tudo como sempre foi, tudo como sempre esteve. Ou pelo menos era assim que ele lembrava que era: tudo pacato, tudo sempre igual e as mesmas pessoas que por vezes se alternavam, trocando seus rostos e gostos, mas no fundo todas elas possuíam a mesma essência.
Pela janela de seu quarto entrava a luz do luar que criava desenhos abstratos nas paredes brancas e no teto. O movimento das árvores dava vida a suas sombras e o ritmo lento do assovio do vento fazia com que a cena tivesse até trilha sonora. Já passava longe das vinte e três horas e amanhã ele teria que ir até a igreja, a final os últimos dias tinham lhe tirado toda a vitalidade e isso só poderia recuperar em pleno silêncio, orando para seu Senhor. Ainda mais que tivera digo a ela que iria encontrá-la para que saíssem depois, ou seja, teria mesmo que acordar cedo no sábado. Entretanto o medo penetrava-lhe o esqueleto ao lembrar do sonho que acabara de ter. Ele segurava uma espada grande e pesada com adornos prateados e pequenos cristais azul turquesa, o sangue escorria pela lâmina em um vermelho escarlate que exalava um odor forte de ferro. Aquele não era ele, não podia ser! Jamais iria brandir uma espada contra alguém! Quem dirá ferir alguém para sangrar tanto! Ao seu redor a escuridão o dominava e lentamente seus olhos começavam a enxergar o lugar onde estava. Embora as lembranças do sonho fossem embaçadas e difíceis de recordar, a sensação de aflição agora permeava no peito tal como no sonho. Seus olhos se voltavam para o teto do lugar e as pinturas dos anjos lutando contra os demônios do Inferno pulavam para cima dele como se estivessem vivas de tão amedrontadoras. Seu corpo tremia e suava frio com o desespero de não entender nada. Ele fechou os olhos para tentar lembrar-se mais daquele pesadelo e sem querer acabou por adormecer por alguns segundos... Agora estava dentro de seu sonho, vivenciava-o mais uma vez, embora pensasse que eram apenas lembranças. Dessa vez reconheceu os bancos da Igreja; alguns estavam estilhaçados, outros quebrados e jogados para os cantos do salão como se tivessem sido arremeçados por algo ou alguém muito forte. Mas os que lhe chamavam a atenção eram os mais próximos dele, pois esses estavam cobertos de sangue e o cheiro de ferro ardia forte em seu nariz. Ao olhar para o chão ao lado do banco seus olhos esbranquiçaram, a espada bateu forte no chão e o som do metal cortou o silêncio como uma foice rasga o ar. Não podia acreditar, não podia continuar olhando para aquilo, ele não podia, não! Simplesmente NÃO!
O garoto acorda com um grito que ecoou na noite e tocou seus ouvidos com a clareza de como tivesse sido proferido ao seu lado: Elioooooot!! Em algum lugar essa voz feminina chamava por ele...
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Supernovas Austrais
Janela do Passado
Daquelas noites mal consigo me lembrar, quando o vento soprava lento lá fora e eu ficava sentado na janela a contemplar o tempo ir e vir. Passavam por mim anos e anos de vidas que não eram minhas, e diversas lembranças de tempos que não recordo de viver. Meu olhar buscava o longe, o inóspito lugar onde deveria ser meu real lar. Enquanto a mente me trazia toda a experiência de tempos que já haviam passado há muito tempo atrás, apenas para que eu pudesse aprender sem errar novamente.
E assim passaram-se anos e anos dentro de mim, sem que eu pudesse perceber. A memória daqueles dias é conturbada e sempre penso que aconteceram no ano passado, no mês passado, na semana passada... Faz tanto tempo, mas faz tão pouco. Sinto que se olhar para trás encontrarei toda aquela vida ali, me esperando como o de costume; todos aqueles sonhos e olhares, os corações abertos para amizade que amadurecia em nós, tudo aquilo que me foi tirado pelo tempo. Nunca quis crescer, pois no fundo eu sabia, tinha certeza de que um dia tudo isso que era bom, seria deixado de lado pelos caminhos da vida e com isso eu perderia parte de mim. Nós morremos dia após dia... Embora eu sempre tente ressuscitar o meu eu que já perece no passado de ontem. Ontem 1996, ontem 2000, ontem 2004, 2005... Ontem 2006, 2007 e 2008. Pois ainda estamos em 2009 e ano que vem teremos completado a primeira década dos anos 2000. Vejo que amanhã estarei de barbas brancas a contemplar o mesmo céu de décadas atrás, mas meu pensamento ainda estará voltado ao passado que se torna presente dia a dia. Meu eu jamais aceitará que o tempo passa, e passa rápido, pois é de meu ser crer que nunca serei "grande" o suficiente para andar sozinho. Não consigo matar as memórias que pipocam na minha mente, assim como não posso conter as lágrimas que me vem aos olhos ao lembrar de certos momentos da vida. O tempo é cruel, e por mais lento que alguns dias possam parecer ser, nossos anos serão sempre resumidos à poucos momentos, poucos mais eternos que marcarão nossa passagem pela Terra. E se assim for construirei algo que nem o tempo poderá destruir, uma estrutura tão forte que as rajadas de vento não poderão derrubar, e lá no topo estará o celebre monumento à vida eterna que ali jaz.
Ainda vou lembrar de tudo aquilo que quis esquecer, de toda a vida que joguei fora em cada esquina que passei, por cada rua que andei. E em cada lágrima que se foi com o vento haverá uma memória, um fragmento meu. Quando para aquela velha janela eu retornar, tenho a certeza de que se olhar para trás, verei todos eles novamente, assim como os conheci com sorrisos estampados no rosto e prontos para enfrentar qualquer coisa. Daí então poderei me juntar à eles para lá do aqui e agora, onde o vento sopra sem soprar e minha mente poderá enfim descansar...
Daquelas noites mal consigo me lembrar, quando o vento soprava lento lá fora e eu ficava sentado na janela a contemplar o tempo ir e vir. Passavam por mim anos e anos de vidas que não eram minhas, e diversas lembranças de tempos que não recordo de viver. Meu olhar buscava o longe, o inóspito lugar onde deveria ser meu real lar. Enquanto a mente me trazia toda a experiência de tempos que já haviam passado há muito tempo atrás, apenas para que eu pudesse aprender sem errar novamente.
E assim passaram-se anos e anos dentro de mim, sem que eu pudesse perceber. A memória daqueles dias é conturbada e sempre penso que aconteceram no ano passado, no mês passado, na semana passada... Faz tanto tempo, mas faz tão pouco. Sinto que se olhar para trás encontrarei toda aquela vida ali, me esperando como o de costume; todos aqueles sonhos e olhares, os corações abertos para amizade que amadurecia em nós, tudo aquilo que me foi tirado pelo tempo. Nunca quis crescer, pois no fundo eu sabia, tinha certeza de que um dia tudo isso que era bom, seria deixado de lado pelos caminhos da vida e com isso eu perderia parte de mim. Nós morremos dia após dia... Embora eu sempre tente ressuscitar o meu eu que já perece no passado de ontem. Ontem 1996, ontem 2000, ontem 2004, 2005... Ontem 2006, 2007 e 2008. Pois ainda estamos em 2009 e ano que vem teremos completado a primeira década dos anos 2000. Vejo que amanhã estarei de barbas brancas a contemplar o mesmo céu de décadas atrás, mas meu pensamento ainda estará voltado ao passado que se torna presente dia a dia. Meu eu jamais aceitará que o tempo passa, e passa rápido, pois é de meu ser crer que nunca serei "grande" o suficiente para andar sozinho. Não consigo matar as memórias que pipocam na minha mente, assim como não posso conter as lágrimas que me vem aos olhos ao lembrar de certos momentos da vida. O tempo é cruel, e por mais lento que alguns dias possam parecer ser, nossos anos serão sempre resumidos à poucos momentos, poucos mais eternos que marcarão nossa passagem pela Terra. E se assim for construirei algo que nem o tempo poderá destruir, uma estrutura tão forte que as rajadas de vento não poderão derrubar, e lá no topo estará o celebre monumento à vida eterna que ali jaz.
Ainda vou lembrar de tudo aquilo que quis esquecer, de toda a vida que joguei fora em cada esquina que passei, por cada rua que andei. E em cada lágrima que se foi com o vento haverá uma memória, um fragmento meu. Quando para aquela velha janela eu retornar, tenho a certeza de que se olhar para trás, verei todos eles novamente, assim como os conheci com sorrisos estampados no rosto e prontos para enfrentar qualquer coisa. Daí então poderei me juntar à eles para lá do aqui e agora, onde o vento sopra sem soprar e minha mente poderá enfim descansar...
domingo, 14 de agosto de 2011
Histórias Noturnas
Emissário do Destino
Prólogo Negro
O olhar profundo era direcionado ao céu na busca de algo que não estava lá, mas parecia ser o melhor lugar para se procurar. Além do mais a noite convidava para ser apreciada, com as estrelas tingindo o tecido azul escuro do céu com um branco cintilante e tênue. A calmaria do momento não expressava o que se passava ali bem debaixo do universo, pois era visível que as próximas palavras daquele homem iriam mudar o futuro de muitos. As vestimentas pretas lhe caiam bem e ajudavam à dar destaque ao profundo verde dos seus olhos. Olhos esses que penetravam na pele de quem os olhasse, olhos fortes e frios como as lâminas que os cavaleiros ao seu redor portavam. Entretanto seus pensamentos estavam muito além daquele mundo térreo, em um lugar no qual somente alguns podiam pisar, uma dimensão diferente que ligava tudo o que se conhecia mesmo que não se pudesse nela tocar. Estava para lá do aqui e agora, em algum lugar do universo procurando as respostas que ele sabia não existir. "Sabia que mesmo quando uma estrela se extingue, seu brilho permeia o universo para somente depois de muito tempo sumir por completo?". Palavras jogadas aos ventos para que ninguém escutasse, mas eram a única coisa que sua mente perturbada conseguira bolar. "Mas nosso mundo limita-se ao aqui e agora...", retrucou uma voz áspera que fez com que a atenção do homem se voltasse à ele. "Você próprio limita seu mundo, pois nenhum desses limites que diz existir, é natural.". O silêncio invadira tudo novamente e ao longe ouvia-se as corujas cantarolarem melodias noturnas. Mas o certo é que haviam coisas que deviam ser feitas por ele e mais ninguém.
Os ventos da madrugada sopravam suaves e pesados fazendo com que a chama das tochas tremulasse no ar, criando sombras gigantes de homens pequenos. Era o Emissário da Escuridão que visitara o velho vilarejo àquela noite, e não havia nada que pudesse pará-lo, não importava o tamanho das lâminas ou o fio que elas possuíssem. Porque ele era o Protegido do Infinito e nada que fosse material poderia atingi-lo. E foi dando um passo para frente que ele deferiu as palavras que mudariam a vida de todos ali:
"A mente é o que corrói e alma é o que faz com que tudo se mantenha no lugar. Nessas lutas todas, por alguma razão que não sei dizer qual é, minha sanidade se manteve no lugar embora não intacta, pois seria pedir demais de mim mesmo... Encontrei nos céus meus motivos para continuar caminhando e a cada destino que me apresentava tanto me fiz odiar como amar, embora que a cada despedida eu sentisse que ia perdendo parte de mim e cada vez mais o meu calor interno ia sendo roubado de mim pelos ventos que me guiavam. Contudo minha alma criou uma armadura de gelo quase que impenetrável onde nada iria conseguir tocá-la novamente, e assim fiquei sem saber se vivia ou apenas existia nesse mundo tão incrédulo. Vaguei por muitos lugares e até a honra que me restava, eu perdi em meio à multidão das cidadelas que pereceram perdidas nas areias da minha memória. E hoje o que me resta é um pedaço de alma que vive em mim, apenas tentando fazer com que eu mantenha minha serenidade com o universo ao redor e não perca o pouco de sanidade que ainda me resta. Então quero apenas que me recebam nessa vila, para que possa descansar meu corpo dessa busca infinita pelas partes que perdi pelo mundo..."
Prólogo Negro
O olhar profundo era direcionado ao céu na busca de algo que não estava lá, mas parecia ser o melhor lugar para se procurar. Além do mais a noite convidava para ser apreciada, com as estrelas tingindo o tecido azul escuro do céu com um branco cintilante e tênue. A calmaria do momento não expressava o que se passava ali bem debaixo do universo, pois era visível que as próximas palavras daquele homem iriam mudar o futuro de muitos. As vestimentas pretas lhe caiam bem e ajudavam à dar destaque ao profundo verde dos seus olhos. Olhos esses que penetravam na pele de quem os olhasse, olhos fortes e frios como as lâminas que os cavaleiros ao seu redor portavam. Entretanto seus pensamentos estavam muito além daquele mundo térreo, em um lugar no qual somente alguns podiam pisar, uma dimensão diferente que ligava tudo o que se conhecia mesmo que não se pudesse nela tocar. Estava para lá do aqui e agora, em algum lugar do universo procurando as respostas que ele sabia não existir. "Sabia que mesmo quando uma estrela se extingue, seu brilho permeia o universo para somente depois de muito tempo sumir por completo?". Palavras jogadas aos ventos para que ninguém escutasse, mas eram a única coisa que sua mente perturbada conseguira bolar. "Mas nosso mundo limita-se ao aqui e agora...", retrucou uma voz áspera que fez com que a atenção do homem se voltasse à ele. "Você próprio limita seu mundo, pois nenhum desses limites que diz existir, é natural.". O silêncio invadira tudo novamente e ao longe ouvia-se as corujas cantarolarem melodias noturnas. Mas o certo é que haviam coisas que deviam ser feitas por ele e mais ninguém.
Os ventos da madrugada sopravam suaves e pesados fazendo com que a chama das tochas tremulasse no ar, criando sombras gigantes de homens pequenos. Era o Emissário da Escuridão que visitara o velho vilarejo àquela noite, e não havia nada que pudesse pará-lo, não importava o tamanho das lâminas ou o fio que elas possuíssem. Porque ele era o Protegido do Infinito e nada que fosse material poderia atingi-lo. E foi dando um passo para frente que ele deferiu as palavras que mudariam a vida de todos ali:
"A mente é o que corrói e alma é o que faz com que tudo se mantenha no lugar. Nessas lutas todas, por alguma razão que não sei dizer qual é, minha sanidade se manteve no lugar embora não intacta, pois seria pedir demais de mim mesmo... Encontrei nos céus meus motivos para continuar caminhando e a cada destino que me apresentava tanto me fiz odiar como amar, embora que a cada despedida eu sentisse que ia perdendo parte de mim e cada vez mais o meu calor interno ia sendo roubado de mim pelos ventos que me guiavam. Contudo minha alma criou uma armadura de gelo quase que impenetrável onde nada iria conseguir tocá-la novamente, e assim fiquei sem saber se vivia ou apenas existia nesse mundo tão incrédulo. Vaguei por muitos lugares e até a honra que me restava, eu perdi em meio à multidão das cidadelas que pereceram perdidas nas areias da minha memória. E hoje o que me resta é um pedaço de alma que vive em mim, apenas tentando fazer com que eu mantenha minha serenidade com o universo ao redor e não perca o pouco de sanidade que ainda me resta. Então quero apenas que me recebam nessa vila, para que possa descansar meu corpo dessa busca infinita pelas partes que perdi pelo mundo..."
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Gelo Queimado
Supernova Temporal
Os mais sábios vão tentar adivinhar, os mais incrédulos irão crer no que as palavras não podem descrever, mas a história desta menina ficará na memória de todos conseguirem enxergar nas estrelas o seu olhar...
De tempos em tempos descem dos céus os luminosos raios que abençoam a Terra com sua beleza. O evento que dura apenas alguns segundos que marcado na mente de todos os sortudos que podem presenciar tal maravilha. Mas mal sabem eles que desses raios nasce a vida que vem do além-céu. Vida que irá determinar o futuro dos homens e o destino de milhões... Jovens crianças providas da beleza natural e que marcaram o fim da Tormenta... Dos oceanos em fúria e dos ventos misericordiosos, veio à humanidade a criatura capaz de mudar os caminhos dos homens apenas com as mãos. Uma jovem que iria conseguir ver além do que os olhos podem dizer, um poder inegualável, embora simples, residia em seu peito totalmente adormecido até os anos de sua maturidade. Com o tempo as descobertas de seu potencial ilimitado e as noções de que tudo o que existia ao seu redor poderia pender ao seu próprio bel prazer, ela foi percebendo um mundo diferente, um mundo no qual os olhos comuns não conseguiam enxergar. Dentro de si havia algo diferente, algo que a queimava em dor por dentro, uma coisa forte demais para um casco tão frágil como aquele que lhe fora dado pelos raios do céu. Aquela sensação trovejava forte em seu peito fazendo-a desesperar de uma aflição sem fim. Eram perguntas sem respostas e decisões infundadas que ela deveria responder e tomar! Tudo sem sentido, tudo na escuridão do não saber. E foi assim, na dor contínua que esse poder lhe causava que seus olhos tiveram de aprender a mentir, mesmo que jamais tivesse visto um olhar que não pudera decifrar.
O mundo que conhecia se abriu para o novo, para a revolução dos homens e suas crenças caíram por terra... Hoje os mitos dos raios do céu já não abalavam os humanos e nada do que um dia se acreditou fazia-se verdade. Os tempos passaram e ela própria havia mudado, embora não conseguisse responder se para melhor ou pior, pois em sua mente continuara a mesma, mesmo que tão diferente. Lembrara que uma vez tivera nas mãos o poder de moldar os destinos, mas não lembrava-se como fazê-lo, e isso apenas fazia crescer a solidão dentro de si. Era melhor quando podia atirar-se aos braços nus da donzela chamada escuridão. Braços que a acalentavam no frio da noite, sob estrelas que dançavam para que ela encontrasse o seu lugar no universo. Ela sabia de alguma maneira que não podia estar fadada àquela vida ingrime e sem sentido, pois podia mais e muito mais! Não havia razão para ficar presa à grilhões quando possuía asas capazes de voar...
Os mais sábios vão tentar adivinhar, os mais incrédulos irão crer no que as palavras não podem descrever, mas a história desta menina ficará na memória de todos conseguirem enxergar nas estrelas o seu olhar...
De tempos em tempos descem dos céus os luminosos raios que abençoam a Terra com sua beleza. O evento que dura apenas alguns segundos que marcado na mente de todos os sortudos que podem presenciar tal maravilha. Mas mal sabem eles que desses raios nasce a vida que vem do além-céu. Vida que irá determinar o futuro dos homens e o destino de milhões... Jovens crianças providas da beleza natural e que marcaram o fim da Tormenta... Dos oceanos em fúria e dos ventos misericordiosos, veio à humanidade a criatura capaz de mudar os caminhos dos homens apenas com as mãos. Uma jovem que iria conseguir ver além do que os olhos podem dizer, um poder inegualável, embora simples, residia em seu peito totalmente adormecido até os anos de sua maturidade. Com o tempo as descobertas de seu potencial ilimitado e as noções de que tudo o que existia ao seu redor poderia pender ao seu próprio bel prazer, ela foi percebendo um mundo diferente, um mundo no qual os olhos comuns não conseguiam enxergar. Dentro de si havia algo diferente, algo que a queimava em dor por dentro, uma coisa forte demais para um casco tão frágil como aquele que lhe fora dado pelos raios do céu. Aquela sensação trovejava forte em seu peito fazendo-a desesperar de uma aflição sem fim. Eram perguntas sem respostas e decisões infundadas que ela deveria responder e tomar! Tudo sem sentido, tudo na escuridão do não saber. E foi assim, na dor contínua que esse poder lhe causava que seus olhos tiveram de aprender a mentir, mesmo que jamais tivesse visto um olhar que não pudera decifrar.
O mundo que conhecia se abriu para o novo, para a revolução dos homens e suas crenças caíram por terra... Hoje os mitos dos raios do céu já não abalavam os humanos e nada do que um dia se acreditou fazia-se verdade. Os tempos passaram e ela própria havia mudado, embora não conseguisse responder se para melhor ou pior, pois em sua mente continuara a mesma, mesmo que tão diferente. Lembrara que uma vez tivera nas mãos o poder de moldar os destinos, mas não lembrava-se como fazê-lo, e isso apenas fazia crescer a solidão dentro de si. Era melhor quando podia atirar-se aos braços nus da donzela chamada escuridão. Braços que a acalentavam no frio da noite, sob estrelas que dançavam para que ela encontrasse o seu lugar no universo. Ela sabia de alguma maneira que não podia estar fadada àquela vida ingrime e sem sentido, pois podia mais e muito mais! Não havia razão para ficar presa à grilhões quando possuía asas capazes de voar...
domingo, 7 de agosto de 2011
Para Você, Mesmo Que Só Vocês Entendam
Maldição Perdida
My friend, try to understand... Todos os dias de nossas vidas nós simplesmente desperdiçamos palavras tocando-as ao vento. Fazemos coisas que o corpo não quer, mas que fazem com que a mente se libere. No cair da noite banhamos nossos corpos com o vento que limpa a luz do mundo e assim a mente flutua acima de você mesmo. Plenitude. Sinta-se único ao olhar o céu e ver que aquela imensa bola de fogo continua lá para nos aquecer, sinta o poder desse momento, onde tudo renasce sem morrer. Sinta o desespero que senti, pois a essa hora tudo o que tens no peito dobra de tamanho. Esse é o poder do entardecer. Espero que possas entender hoje, o que sinto há anos quando os momentos aleatórios da vida fazem com que minha mente vire-se à você. Por diversas vezes me angustiei sem saber o que fazer, sem saber o que iria acontecer com aquela sensação que estremecia o corpo e fazia parecer que não haveria espaço para mim dentro de mim mesmo. O tempo foi me consumindo, fui errando e aprendendo, deixei para trás tudo o que me fazia voltar àquele tempo. Me transformei em diversos "eus" enquanto não encontrava-me por completo. Aos poucos foi destruída aquela velha ponte que ligava minha vida ao passado, e em suas ruínas hoje eu brinco como uma criança. Pois é aqui que consigo me lembrar de tudo o que aprendi para não errar novamente, para não fazer com que a ilusão ganhe vida e me apunhale pelas costas.
Todos esses anos me ajudaram a compreender a magia por de trás da vida e dos acontecimentos dela. Tudo o que vivi até hoje me fez ser o que sou e de cada momento um aprendizado melhor que o outro, sempre acreditando em mim e apenas em mim, pois jamais depositaria minhas energias em ninguém. Das trevas que uma vez estive, procurei forças dentro do meu próprio eu, e vi que o buraco que me encontrava na verdade era pequeno em comparação a imensidão do meu ser. Mãos amigas me ajudaram a lutar as batalhas que eu mesmo criei, e com muito esforço nós vencemos apenas para poder comemorar depois. Foram sorrisos magníficos que jamais saíram de minhas memórias, pois estão talhados em palavras no livro de minha vida. Livro esse que guarda inúmeros capitulo e podes ter certeza de que há um com seu nome, embora ele pereça na seção que chamo de "Pretérito Passado". Entretanto nada disso importa, pois do meu eu qualquer um pode saber, basta perguntar. O que mais quero é sintas no peito o que me corroeu por meses e meses, o que me infectava dia após dia, e a razão por te deixar morrer em mim. Que isso sirva de lição, pois talvez eu não tivera deixado claro, mas com certeza podia ser visto em meus olhos, "Aquele que brincar com o destino no qual está disposto à cumprir, sentirá na pele o desdém que outrora causara".
Assim quando o dia voltar a clarear em seu horizonte, creio que será tarde demais. Quando puderes perceber que todo aquele tempo foi apenas tempo perdido, creio que não terá mais sentido tentar recuperar o que já se foi. No dia que realizares que nesse jogo quem mais perdeu foi você, não haverá mais tempo para recomeçar... Até lá, boa sorte, pois o caminho que lhe aguarda eu já trilhei. E entre os espinhos e pedregulhos deves encontrar o que deixei para você, o que uma vez foi só teu por direito e hoje reside em outras mãos. Encontrarás apenas os fragmentos que tu mesmo tivera quebrado sem perceber... As mais simples palavras trarão para nós o destino que não podíamos esperar encontrar, por isso não jogue as palavras ao vento, alguém pode escutar-las...
My friend, try to understand... Todos os dias de nossas vidas nós simplesmente desperdiçamos palavras tocando-as ao vento. Fazemos coisas que o corpo não quer, mas que fazem com que a mente se libere. No cair da noite banhamos nossos corpos com o vento que limpa a luz do mundo e assim a mente flutua acima de você mesmo. Plenitude. Sinta-se único ao olhar o céu e ver que aquela imensa bola de fogo continua lá para nos aquecer, sinta o poder desse momento, onde tudo renasce sem morrer. Sinta o desespero que senti, pois a essa hora tudo o que tens no peito dobra de tamanho. Esse é o poder do entardecer. Espero que possas entender hoje, o que sinto há anos quando os momentos aleatórios da vida fazem com que minha mente vire-se à você. Por diversas vezes me angustiei sem saber o que fazer, sem saber o que iria acontecer com aquela sensação que estremecia o corpo e fazia parecer que não haveria espaço para mim dentro de mim mesmo. O tempo foi me consumindo, fui errando e aprendendo, deixei para trás tudo o que me fazia voltar àquele tempo. Me transformei em diversos "eus" enquanto não encontrava-me por completo. Aos poucos foi destruída aquela velha ponte que ligava minha vida ao passado, e em suas ruínas hoje eu brinco como uma criança. Pois é aqui que consigo me lembrar de tudo o que aprendi para não errar novamente, para não fazer com que a ilusão ganhe vida e me apunhale pelas costas.
Todos esses anos me ajudaram a compreender a magia por de trás da vida e dos acontecimentos dela. Tudo o que vivi até hoje me fez ser o que sou e de cada momento um aprendizado melhor que o outro, sempre acreditando em mim e apenas em mim, pois jamais depositaria minhas energias em ninguém. Das trevas que uma vez estive, procurei forças dentro do meu próprio eu, e vi que o buraco que me encontrava na verdade era pequeno em comparação a imensidão do meu ser. Mãos amigas me ajudaram a lutar as batalhas que eu mesmo criei, e com muito esforço nós vencemos apenas para poder comemorar depois. Foram sorrisos magníficos que jamais saíram de minhas memórias, pois estão talhados em palavras no livro de minha vida. Livro esse que guarda inúmeros capitulo e podes ter certeza de que há um com seu nome, embora ele pereça na seção que chamo de "Pretérito Passado". Entretanto nada disso importa, pois do meu eu qualquer um pode saber, basta perguntar. O que mais quero é sintas no peito o que me corroeu por meses e meses, o que me infectava dia após dia, e a razão por te deixar morrer em mim. Que isso sirva de lição, pois talvez eu não tivera deixado claro, mas com certeza podia ser visto em meus olhos, "Aquele que brincar com o destino no qual está disposto à cumprir, sentirá na pele o desdém que outrora causara".
Assim quando o dia voltar a clarear em seu horizonte, creio que será tarde demais. Quando puderes perceber que todo aquele tempo foi apenas tempo perdido, creio que não terá mais sentido tentar recuperar o que já se foi. No dia que realizares que nesse jogo quem mais perdeu foi você, não haverá mais tempo para recomeçar... Até lá, boa sorte, pois o caminho que lhe aguarda eu já trilhei. E entre os espinhos e pedregulhos deves encontrar o que deixei para você, o que uma vez foi só teu por direito e hoje reside em outras mãos. Encontrarás apenas os fragmentos que tu mesmo tivera quebrado sem perceber... As mais simples palavras trarão para nós o destino que não podíamos esperar encontrar, por isso não jogue as palavras ao vento, alguém pode escutar-las...
sábado, 30 de julho de 2011
É assim que é, é assim que sempre será
"Às vezes parecia que era só imaginar"
Sei que sou muitos, sou todos e tudo o que é, simplesmente sou. Se algo pode ser, esse pode ser eu também. Tudo aquilo que pode ser, posso também ser. Imperfeito, voraz, ágil, fraco, violento, carismático. Tudo e mais um pouco, ou quase nada. Existem muitos de mim, vivo em todas as partes, vivo dentro da mente de cada um que passou por mim. Eles me vêem de maneiras diferentes, nunca sou o mesmo e nunca me repito para ninguém. Por ai se misturam qualidades e defeitos, noções e ações, julgamentos e sentenças, verdades e mentiras, muita coisa enfim. Cada pessoa me vê de uma forma, em diferentes lugares tenho diferentes nomes, ajo de diferentes formas em diferentes cenários, mas de certa forma sou o mesmo sempre. E sou sempre diferente aos olhos dos outros, ou seja, sou muita gente mesmo sendo só eu mesmo. O mais incrível é que todas as concepções que as pessoas ao redor tem de mim, formam um único ser que sou realmente eu, e esse eles não podem mudar. Mesmo que todos os "eus" sejam eu, não sei mais quem sou...
A cada passo que tento dar tropeço em um sobressalto da vida, uma raiz de árvore que não vi, ou o piso imperfeito do meu caminho. E as nuvens da incerteza fecham o céu fazendo cair uma chuva de lágrimas doces, que levantam da terra o cheiro de viva da floresta. Cada vez que tento fazer com que o frágil ser que vive em meu peito enfrente a vida e cresça com a força que deve ter, as gotas d'água o machucam e o gelam, fazendo até, por vezes, congelar. Com isso as proteções de gelo maciço vão crescendo e crescendo, para que assim fique completamente protegido dos perigos lá de fora. Meu eu vai se petrificando em gelo e aos poucos isso reflete em todos aqueles que também sou eu. Perdem sua essência, sua confiança no mundo lá fora e aos poucos minha alma vai ficando fria como a neve. O mundo não tem piedade, ninguém realmente tem. Já quis simplesmente não ligar para as facas que atravessavam a carne e faziam-me sangrar, entretanto não adianta, pois cada corte vai fundo e dói o peito em uma dor que se espalha pela alma e trás a aflição da vida para os pensamentos. Pouco a pouco os sentimentos irão desaparecer e apenas os fósseis do que um dia foi um coração vão existir. De resto apenas sobrarão as lendas de textos e aventuras vividas por alguém que desistiu de se aquecer no fogo da vida e entregou-se aos braços acolhedores da solidão...
Sei que sou muitos, sou todos e tudo o que é, simplesmente sou. Se algo pode ser, esse pode ser eu também. Tudo aquilo que pode ser, posso também ser. Imperfeito, voraz, ágil, fraco, violento, carismático. Tudo e mais um pouco, ou quase nada. Existem muitos de mim, vivo em todas as partes, vivo dentro da mente de cada um que passou por mim. Eles me vêem de maneiras diferentes, nunca sou o mesmo e nunca me repito para ninguém. Por ai se misturam qualidades e defeitos, noções e ações, julgamentos e sentenças, verdades e mentiras, muita coisa enfim. Cada pessoa me vê de uma forma, em diferentes lugares tenho diferentes nomes, ajo de diferentes formas em diferentes cenários, mas de certa forma sou o mesmo sempre. E sou sempre diferente aos olhos dos outros, ou seja, sou muita gente mesmo sendo só eu mesmo. O mais incrível é que todas as concepções que as pessoas ao redor tem de mim, formam um único ser que sou realmente eu, e esse eles não podem mudar. Mesmo que todos os "eus" sejam eu, não sei mais quem sou...
A cada passo que tento dar tropeço em um sobressalto da vida, uma raiz de árvore que não vi, ou o piso imperfeito do meu caminho. E as nuvens da incerteza fecham o céu fazendo cair uma chuva de lágrimas doces, que levantam da terra o cheiro de viva da floresta. Cada vez que tento fazer com que o frágil ser que vive em meu peito enfrente a vida e cresça com a força que deve ter, as gotas d'água o machucam e o gelam, fazendo até, por vezes, congelar. Com isso as proteções de gelo maciço vão crescendo e crescendo, para que assim fique completamente protegido dos perigos lá de fora. Meu eu vai se petrificando em gelo e aos poucos isso reflete em todos aqueles que também sou eu. Perdem sua essência, sua confiança no mundo lá fora e aos poucos minha alma vai ficando fria como a neve. O mundo não tem piedade, ninguém realmente tem. Já quis simplesmente não ligar para as facas que atravessavam a carne e faziam-me sangrar, entretanto não adianta, pois cada corte vai fundo e dói o peito em uma dor que se espalha pela alma e trás a aflição da vida para os pensamentos. Pouco a pouco os sentimentos irão desaparecer e apenas os fósseis do que um dia foi um coração vão existir. De resto apenas sobrarão as lendas de textos e aventuras vividas por alguém que desistiu de se aquecer no fogo da vida e entregou-se aos braços acolhedores da solidão...
terça-feira, 26 de julho de 2011
Incerteza do Amanhã
Talvez eu me perca em mim, talvez me ache em você. Quem saberia dizer se temos mais em comum do que nossas mentes podem dizer? Quem sabe o que vai acontecer? Talvez eu nunca me esqueça, mas jamais me lembre. Pode ser que não seja nada disso, pode ser apenas o acaso, pode não ser nada, assim como pode ser tudo...
Talvez Nos Sonhos
Quando sonhamos acordados a mente nos prega peças e faz com que por alguns momentos imaginemos como o mundo seria diferente se apenas alguns detalhes fosse rearranjados. Talvez fosse diferente se os sonhos, ou pelo menos partes deles, viessem a ser reais. Creio que poderia ensinar mais às pessoas, mostrar-lhes o que o mundo que vivemos tem de melhor, e não simplesmente deixá-las ao léu para descobrir por si próprias. Dar-lhes uma visão nova lá de fora, algo novo dentro do peito de cada um que pudesse enxergar. Não teria medo dizer o que penso para que todos pudessem ouvir e simplesmente não iria mais ligar para o que passa na mente das pessoas. Mas a realidade se faz diferente do que minha louca mente tente a imaginar. Certas coisas nunca deixarão o plano dos sonhos.
Talvez no meio de algum sonho louco, você apareça para destabilizar tudo. Talvez você tente encontrar em mim o que ninguém mais acredita que haja, talvez queira provar para si mesmo que é capaz de ir além do que todos os outros pensavam, mas sabe que eu acredito em ti. Talvez nossas existências se batam e rebatam, talvez estraguemos tudo, talvez apenas aproveitemos o tempo juntos com muitas risadas e sorrisos estampados nos rostos. Talvez eu te ame. Talvez o vento não corte o meu peito somente para vê-lo arder no frio da noite sem estrelas. Talvez o sol se ponhã duas vezes e que em ambas nós possamos estar juntos sentindo a brisa da lua que se aproxima. Talvez você entenda. Talvez minha fortaleza de pedra simplesmente derreta se transformando em um oceano e as estrelas do mar iluminem os céus. Talvez eu encontre em você a paz que há tanto procuro. Talvez você me odeie. Talvez... Tantas coisas poderiam acontecer nesses sonhos que tenho ao olhar para as estrelas e imaginar que esse brilho que vejo já se foi há muito tempo. Entretanto quando volto a realidade sei que estás tão distante de mim quanto a lua se afasta da terra, está ao alcance dos meus olhos, mas não de minhas mãos. E é no aqui e agora que deixo escapar as lágrimas que deveriam existir apenas nos sonhos, lágrimas que deveriam ser quentes e não frias como o gelo que queimam ao rolar pelo rosto...
Mesmo que minhas crenças nos sonhos tenham acabado há anos atrás, todo o dia quando acordo tento lembrar do que aconteceu naquela noite, e minha mente se conforta criando esperanças de que um dia os sonhos serão verdades. Para que assim eu finalmente veja essa tempestade castanha abrir-se no mais lindo azul que o céu pode ter. Então finalmente terei certeza que o brilhará em meus horizontes, fazendo com que a alma se aqueça e destruindo a fortaleza que um dia protegeu esse mundo que agora se faz novo. Mas para que essa esperança torne-se real, preciso mais do que um simples sonho, um simples devaneio. Preciso ser eu mesmo, preciso ser um sonhador e crer no impossível, pois o amanhã poderá me mostrar que o impossível de ontem hoje é uma possibilidade real e que o futuro mudou assim como eu. Entretanto, ainda sonho acordado, pois é lá e somente lá que irei lhe amar.
Talvez Nos Sonhos
Quando sonhamos acordados a mente nos prega peças e faz com que por alguns momentos imaginemos como o mundo seria diferente se apenas alguns detalhes fosse rearranjados. Talvez fosse diferente se os sonhos, ou pelo menos partes deles, viessem a ser reais. Creio que poderia ensinar mais às pessoas, mostrar-lhes o que o mundo que vivemos tem de melhor, e não simplesmente deixá-las ao léu para descobrir por si próprias. Dar-lhes uma visão nova lá de fora, algo novo dentro do peito de cada um que pudesse enxergar. Não teria medo dizer o que penso para que todos pudessem ouvir e simplesmente não iria mais ligar para o que passa na mente das pessoas. Mas a realidade se faz diferente do que minha louca mente tente a imaginar. Certas coisas nunca deixarão o plano dos sonhos.
Talvez no meio de algum sonho louco, você apareça para destabilizar tudo. Talvez você tente encontrar em mim o que ninguém mais acredita que haja, talvez queira provar para si mesmo que é capaz de ir além do que todos os outros pensavam, mas sabe que eu acredito em ti. Talvez nossas existências se batam e rebatam, talvez estraguemos tudo, talvez apenas aproveitemos o tempo juntos com muitas risadas e sorrisos estampados nos rostos. Talvez eu te ame. Talvez o vento não corte o meu peito somente para vê-lo arder no frio da noite sem estrelas. Talvez o sol se ponhã duas vezes e que em ambas nós possamos estar juntos sentindo a brisa da lua que se aproxima. Talvez você entenda. Talvez minha fortaleza de pedra simplesmente derreta se transformando em um oceano e as estrelas do mar iluminem os céus. Talvez eu encontre em você a paz que há tanto procuro. Talvez você me odeie. Talvez... Tantas coisas poderiam acontecer nesses sonhos que tenho ao olhar para as estrelas e imaginar que esse brilho que vejo já se foi há muito tempo. Entretanto quando volto a realidade sei que estás tão distante de mim quanto a lua se afasta da terra, está ao alcance dos meus olhos, mas não de minhas mãos. E é no aqui e agora que deixo escapar as lágrimas que deveriam existir apenas nos sonhos, lágrimas que deveriam ser quentes e não frias como o gelo que queimam ao rolar pelo rosto...
Mesmo que minhas crenças nos sonhos tenham acabado há anos atrás, todo o dia quando acordo tento lembrar do que aconteceu naquela noite, e minha mente se conforta criando esperanças de que um dia os sonhos serão verdades. Para que assim eu finalmente veja essa tempestade castanha abrir-se no mais lindo azul que o céu pode ter. Então finalmente terei certeza que o brilhará em meus horizontes, fazendo com que a alma se aqueça e destruindo a fortaleza que um dia protegeu esse mundo que agora se faz novo. Mas para que essa esperança torne-se real, preciso mais do que um simples sonho, um simples devaneio. Preciso ser eu mesmo, preciso ser um sonhador e crer no impossível, pois o amanhã poderá me mostrar que o impossível de ontem hoje é uma possibilidade real e que o futuro mudou assim como eu. Entretanto, ainda sonho acordado, pois é lá e somente lá que irei lhe amar.
domingo, 24 de julho de 2011
Nas Luzes da Manhã
O Que Realmente se Passa Aqui Dentro
Muitas vezes me vi envolto por situações que simplesmente queria fugir em desespero, coisas que minha mente de criança não estava preparada para lidar e que eu nunca quis de fato enfrentar. Já me vi sem saber o que fazer, dizer ou agir por muitas vezes. Já tive de lidar com a timidez que cresceu em meu eu enquanto os anos passavam, e já vi que algumas coisas dentro de mim nunca irão mudar. Por mais que tente me demolir para reconstruir algo melhor e assim ir vivendo, existem bases fundamentais para que eu possa me chamar de eu. Algumas vezes já tive raiva de mim mesmo por não conseguir agir de acordo com o que a mente dizia para fazer, tive de me socar internamente para que o corpo de movesse como deveria e o medo me acorrentou em tantas outras ocasiões. Já não soube o que dizer, já fiquei sem reação, mas sempre continuei sendo eu mesmo, mesmo que as vezes não soubesse ao certo quem eu era. Já tentei ser muitas coisas que não sou e isso só me serviu para provar que ser falso não é algo que nasci para fazer.
Uma vez viajei para longe à fim de simplesmente parar para refletir e encontrar a paz que dizem existir no mundo. Nesse lugar encontrei a calmaria que via nos sonhos ilustrada nas copas das árvores que dançavam ao som da brisa que entornava as montanhas. Foi aí que vi o quão pequeno eram meus problemas e todas as ilusões que minha mente havia criado. Entretanto não culpei a mim mesmo, pois sabia que aquele mundo que criei, todas as preocupações e problemas pequenos eram apenas meios para que me agarrasse a vida e pudesse viver. Nosso próprio mundo criado ao bel prazer do inconsciente. Depois disso deixei de tentar entender os motivos pelos quais eu olhava para o céu tão fascinado com a beleza das estrelas. Sabia de algum certo modo que éramos parecidos, mas não iguais, e embora o brilho delas me confortasse sentia-me sozinhos aqui embaixo, pois só conseguia ver o brilho que emanava dos outros e não o meu.
Os sonhos que me foram roubados esqueci, talvez façam melhor uso do que eu. A sensação de estar fazendo bem sem fazer nada além de ser eu mesmo e não ligar para o mundo lá fora me invadiu assim como a luz do sol. O amanhecer vinha repleto de vida e fazia com que o horizonte do mundo se curvasse diante sua magnetude. Não vi o tempo passar e até tinha me perdido nas páginas em branco que lia. As páginas de minha vida, escritas com uma língua que só eu poderia ler e que jamais alguém que não eu iria entender. Toda a loucura do mundo descrita em um livro sem fim que abrigava o coração que tirei do peito para não sofrer. Nessa hora, eu não soube o que fazer, mas vi que estar perdido é a melhor sensação que já experimentei. Porque eu poderia arriscar, poderia viver sem saber o que era certo ou não fazer. Seria simplesmente o que tivesse de acontecer.
Por fim vi que a beleza do viver estava no não saber, em arriscar e seja o que tiver de ser. Não havia mais razões para me prender. Embora que para fazer essa revolução necessitaria de tempo e a influência externa me faria tentar desistir do longo caminho que se apresentava a minha frente. Quantas vezes nos últimos tempos pensei em apenas parar e me contentar com tudo o que já havia conquistado. Mais um vez eu não sabia o que falar, não sabia o que devia fazer e o medo me dominava assim como quando era criança. Mas agora eu deveria ser mais forte, agora podia vencer essa batalha, pois meu coração eu havia posto à parte da batalha do dia-a-dia e tudo o que a ele tentasse atingir apenas acertaria as muralhas que guardavam-no. Assim os anos passaram e deixei para trás muita coisa, acreditando que isso seria o melhor à ser feito. Só hoje compreendo que isso apenas fez com que eu privasse o mundo do melhor que o meu eu pode oferecer... Pelo menos pude me dar conta disso antes que fosse tarde demais, assim posso abrir o peito e deixar entrar todos aqueles que quiserem me visitar. E quando o medo vier tomar conta de mim, eu ei de abraça-lo e tremer somente para sentir o que é realmente viver. Em outras palavras, vou ser o que realmente sou sem esconder o que dorme dentro do peito, mesmo que a vida tente me ferir, pois estou cansado de machucar todos aqueles que apenas querem fazer o bem.
Muitas vezes me vi envolto por situações que simplesmente queria fugir em desespero, coisas que minha mente de criança não estava preparada para lidar e que eu nunca quis de fato enfrentar. Já me vi sem saber o que fazer, dizer ou agir por muitas vezes. Já tive de lidar com a timidez que cresceu em meu eu enquanto os anos passavam, e já vi que algumas coisas dentro de mim nunca irão mudar. Por mais que tente me demolir para reconstruir algo melhor e assim ir vivendo, existem bases fundamentais para que eu possa me chamar de eu. Algumas vezes já tive raiva de mim mesmo por não conseguir agir de acordo com o que a mente dizia para fazer, tive de me socar internamente para que o corpo de movesse como deveria e o medo me acorrentou em tantas outras ocasiões. Já não soube o que dizer, já fiquei sem reação, mas sempre continuei sendo eu mesmo, mesmo que as vezes não soubesse ao certo quem eu era. Já tentei ser muitas coisas que não sou e isso só me serviu para provar que ser falso não é algo que nasci para fazer.
Uma vez viajei para longe à fim de simplesmente parar para refletir e encontrar a paz que dizem existir no mundo. Nesse lugar encontrei a calmaria que via nos sonhos ilustrada nas copas das árvores que dançavam ao som da brisa que entornava as montanhas. Foi aí que vi o quão pequeno eram meus problemas e todas as ilusões que minha mente havia criado. Entretanto não culpei a mim mesmo, pois sabia que aquele mundo que criei, todas as preocupações e problemas pequenos eram apenas meios para que me agarrasse a vida e pudesse viver. Nosso próprio mundo criado ao bel prazer do inconsciente. Depois disso deixei de tentar entender os motivos pelos quais eu olhava para o céu tão fascinado com a beleza das estrelas. Sabia de algum certo modo que éramos parecidos, mas não iguais, e embora o brilho delas me confortasse sentia-me sozinhos aqui embaixo, pois só conseguia ver o brilho que emanava dos outros e não o meu.
Os sonhos que me foram roubados esqueci, talvez façam melhor uso do que eu. A sensação de estar fazendo bem sem fazer nada além de ser eu mesmo e não ligar para o mundo lá fora me invadiu assim como a luz do sol. O amanhecer vinha repleto de vida e fazia com que o horizonte do mundo se curvasse diante sua magnetude. Não vi o tempo passar e até tinha me perdido nas páginas em branco que lia. As páginas de minha vida, escritas com uma língua que só eu poderia ler e que jamais alguém que não eu iria entender. Toda a loucura do mundo descrita em um livro sem fim que abrigava o coração que tirei do peito para não sofrer. Nessa hora, eu não soube o que fazer, mas vi que estar perdido é a melhor sensação que já experimentei. Porque eu poderia arriscar, poderia viver sem saber o que era certo ou não fazer. Seria simplesmente o que tivesse de acontecer.
Por fim vi que a beleza do viver estava no não saber, em arriscar e seja o que tiver de ser. Não havia mais razões para me prender. Embora que para fazer essa revolução necessitaria de tempo e a influência externa me faria tentar desistir do longo caminho que se apresentava a minha frente. Quantas vezes nos últimos tempos pensei em apenas parar e me contentar com tudo o que já havia conquistado. Mais um vez eu não sabia o que falar, não sabia o que devia fazer e o medo me dominava assim como quando era criança. Mas agora eu deveria ser mais forte, agora podia vencer essa batalha, pois meu coração eu havia posto à parte da batalha do dia-a-dia e tudo o que a ele tentasse atingir apenas acertaria as muralhas que guardavam-no. Assim os anos passaram e deixei para trás muita coisa, acreditando que isso seria o melhor à ser feito. Só hoje compreendo que isso apenas fez com que eu privasse o mundo do melhor que o meu eu pode oferecer... Pelo menos pude me dar conta disso antes que fosse tarde demais, assim posso abrir o peito e deixar entrar todos aqueles que quiserem me visitar. E quando o medo vier tomar conta de mim, eu ei de abraça-lo e tremer somente para sentir o que é realmente viver. Em outras palavras, vou ser o que realmente sou sem esconder o que dorme dentro do peito, mesmo que a vida tente me ferir, pois estou cansado de machucar todos aqueles que apenas querem fazer o bem.
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